O leilão vai definir que empresas receberão garantias do governo para renegociar suas dívidas. Quem oferecer o maior desconto vence o pregão, que acontece até quarta-feira (27). Se compromete a reduzir o saldo dos débitos e recebe o que tem direito da União caso o cliente inadimplente, mesmo após a renegociação, não arque com os pagamentos.
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A renegociação de dívidas por meio de leilão faz parte da segunda etapa do programa Desenrola Brasil. Nela, serão renegociados débitos bancários e não bancários, como conta de luz, água, varejo, educação, entre outras, de até R$ 20 mil. As dívidas precisam ter sido contraídas até o fim de 2022.
Podem beneficiar-se da renegociação pessoas inadimplentes que ganham até dois salários mínimos ou que estejam inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) do governo federal.
No leilão, os credores estarão organizados por segmentos –financeiros, securitizadoras, comércio varejista, eletricidade, telecomunicações, educação, saneamento, micro e pequenas empresas, entre outros– e também por idade de dívidas, de acordo com o ano da inadimplência, em 2019, 2020, 2021 e 2022.
Os descontos serão ofertados pelas empresas em lances individuais, sobre o valor de cada dívida, e observado o desconto mínimo estipulado para cada lote. O governo vai destinar R$ 8 bilhões para garantia de pagamento das dívidas com maiores descontos.
Plataforma de renegociação
A abertura da plataforma de renegociação do Desenrola para a população está prevista para a primeira semana de outubro. Por meio dela, interessados poderão renegociar suas dívidas com descontos e pagá-las à vista ou em até 60 meses, com juros de até 1,99% ao mês.
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Para ingressar na plataforma e poder renegociar as dívidas é preciso fazer antes o cadastro no GOV.BR em contas prata ou ouro.
Edição: Rodrigo Durão Coelho.
Você bem informado!
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